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31 de mar de 2013

O Segredo dos Cross - Capítulo 12

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"- Vejam só, o Castelo está em uma ilha, com um mar em volta! - exclamou Lucas
- Meio óbvio, não? Uma ilha, com água em volta? Não me diga! - zombou Vivian
- Ah, não fale comigo assim! Lembre-se de que eu quase morri agora à pouco. Se você não tivesse pego o Diário e a chave, todos iríamos morrer. Então, me trate com respeito!
- Então, mocinho, trate de tomar cuidado, sabe-se lá o que iremos enfrentar quando sairmos deste Castelo! - disse Vivian
- Crianças, sem discussões! Agora, mais do que nunca, precisamos um do outro! Sem brigas! - interviu Quênia
- Não sou criança... - disse Lucas

Ao saírem, repararam que o Castelo era envolto por um grande mar, que ia muito além da vista. Este mar apresentava águas-vivas, que estavam passeando sobre as águas, e também apresentava tubarões, cujas barbatanas submergiam entre as ondas, e sabe-se lá o quê mais. Lá no horizonte, muito distante, estava uma outra ilha. Agora restava a eles bolar uma maneira de sair da ilha.
 
- Vamos para aquela outra ilha! Lá deve ter gente, e podemos ficar lá para lermos os Diários e resolvermos este Segredo. - decidiu Vivian
- Mas como vamos até lá? Parece longe demais para irmos nadando, além do mais neste mar existem bichos estranhos... - retrucou Lucas
- Ah, não me diga que está com medo destes bichinhos! São só águas-vivas e tubarões, daria para ir nadando, o problema é que é muito longe... E depois fala que não é criança! - respondeu Vivian
- Vocês dois, não quero ouvir mais nenhuma discussão! - exclamou Quênia
- Vamos dar uma volta na ilha, certamente devem ter árvores para construirmos um barco... - decidiu Vivian
 
Observando a pequena porção de terra envolta do Castelo, viram que não tinham árvores para se construir um barco. Também não tinha nenhum barco ou espécie de prancha. Estavam ilhados.
Então uma grande tempestade começou a se formar, e ondas do mar começaram a avançar em direção da terra, alcançando inclusive o túnel de onde tinham vindo, começando a inundá-lo. Não havia mais volta ao túnel, eles tinham de arranjar uma maneira de sair dali, e rápido.
 
- E agora, não temos como sair daqui! Melhor encararmos o mar, e nadarmos, antes que a tempestade piore! - exclamou Lucas
- Não. Não dá. Tem de ter outra saída. Vou ler o Diário de Loren em voz alta.
 
' Primeiramente, saudações. Não sei quem você é, mas agora você sabe meu nome, ao menos.
Mas como você decerto faz parte de minha família, devo orientá-lo, afim de te ajudar a revelar o Segredo. Vocês já devem ter passado pelo mesmo que eu, e sinto muitíssimo, mas ainda irão lhe ocorrer muitas desventuras.
Meu irmão, Rodrigo, há uma semana entrou na Ala maior do Castelo, com a chave que recebemos de um senhor, que entrou na biblioteca. Já devem a ter recebido também, já que chegaram ao Segundo túnel.  Eu tenho 30 anos e meu irmão, 25.
Eu, com medo, não entrei no túnel. Resolvi ficar no Castelo, com minha Mãe, Angelique, cujo Diário já devem ter lido. Ela me orientou a, mais tarde, ir ajudar Rodrigo, e eu obedeci a, infelizmente. Ainda lembro do que ela me disse antes de ir entrar na Porta que levava à Ala Maior:
 
'Você fez errado Loren, teve medo, foi humana. Agora o mínimo que poderá fazer é deixar este medo e entrar lá. Isto não vai ser bom para você, e você nem descobrirá o Segredo, pois fracassou. Mas terá a chance de preparar o terreno para as futuras gerações o descobrirem. Isto se eles não temerem a própria vitória, como você. Pegue este Diário, em branco. Mais tarde deverá escrever nele o Futuro. O Futuro de nossa Família.'
 
Acabei de entrar no primeiro túnel, parte da Ala Maior do Castelo. Fui em direção ao tesouro, e caí no buraco. Lá embaixo, no Segundo túnel, estava Rodrigo. Mas sua vida o deixara. Na parede haviam marcas de água até o topo, e buracos em torno do aposento, por onde a água devia ter entrado. Devia ser um tipo de sala para prisioneiros, em que a água, conforme as marés se enchiam, inundavam a sala e afogava as pessoas. Foi o quê aconteceu com meu irmão. E é isto que irá me acontecer.
 
A sala tem uma porta, mas está trancada. Eu não tenho a chave, mas creio que vocês a conseguiram para, assim, sair deste aposento. Se não conseguiram, meus pêsames.
Enterrei meu irmão no canto desta sala, em baixo de um monte de feno, e, perto dele, colocarei este Diário, que já encontraram. Agora, também já estou morta, mas isto por um bem maior. Vocês agora, por meio deste Diário, terão mais chances de sobreviver e revelar o nosso Segredo. A nossa Maldição."

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